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ESTÚDIO TRAMA DE ARTES IMPRESSAS

Enquanto lugar de divulgação e dinamização de manifestações artísticas e culturais, a TRAMA, ESTÚDIO DE ARTES IMPRESSAS desenvolveu um programa de residências artísticas denominado MONTRA. Um espaço expositivo onde serão apresentados trimestralmente pequenos projectos curatoriais que mostram o trabalho desenvolvido por artistas na Trama.

O projecto de cada Montra é da responsabilidade da Trama, sendo que a curadoria do projecto tanto poderá ser da Trama, como de pessoas ou entidades convidadas para tal, e que trabalharão em cooperação com cada artista selecionado. Em cada inauguração será produzida uma folha de sala sobre o projecto e artista, sendo que, poderão existir outros eventos como conversas, apresentações, lançamento de edições, entre outros. A cada inauguração começa também um novo processo de desenvolvimento e produção da Montra seguinte, deste modo cada projecto terá 3 meses para ser desenvolvido e 3 meses para ser exibido. O espaço dedicado à Montra no estúdio compreende toda a entrada, contudo esta não está restringida ao mesmo, podendo ocupar, além deste, qualquer outro espaço.

MONTRA N.º0 – Deixo-vos algo que não vos é Destinado porque nada Entendereis

 

A presente MONTRA Nº0 intitula-se Deixo-vos Algo que não vos é Destinado porque nada Entendereis e estará patente até dia 1 de Abril de 2025. Resulta de um exercício de serigrafia realizado por Guilherme Pontes, Rita Cachão e Tiago de Sá que se apropria de uma obra de Pedro Cabrita Reis intitulada Projecto para uma Instalação de Serigrafia. Obra esta que consiste num manual de instruções para a realização de uma instalação de serigrafia. Seguindo as instruções, apresentamos o resultado final sob a forma de pequenas impressões em papel cuja composição total segue o entrelaçado que guia o símbolo da Trama.

Extrapolamos ainda o projecto para uma exploração da frase de premissa presente no obra de Pedro Cabrita Reis, e que serve de título a esta Montra Nº0, através da selecção de vários objectos. Uma selecção que remete para as associações que cada um estabeleceu entre o projecto serigráfico, a frase de permissa e o próprio percurso de desenvolvimento da Trama, talvez numa travessia transatlântica.